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 Defensor da implantação de políticas públicas rigorosas que melhorem a qualidade de vida da população e, ao mesmo tempo, reduzam o desmatamento na Amazônia, o engenheiro florestal e diretor geral da Fundação Amazonas Sustentável, Vírgilio Viana, foi um dos destaques do painel principal “Mudanças Climáticas”, realizado na manhã do último dia 4, na 66ª Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia (Soeaa).
Para ele, essas duas metas serão possíveis na medida em que os produtos da floresta tenham um maior valor e ocorra o pagamento de serviços ambientais pelo Programa Bolsa Floresta, que visa a recompensar e melhorar a qualidade de vida das populações tradicionais pela manutenção dos serviços ambientais prestados pelas florestas tropicais. "O desmatamento é fruto de uma decisão racional movida principalmente por uma lógica econômica. Para alterar essa lógica do desmatamento, a floresta precisa valer mais em pé do que derrubada", diz Virgilio.
O Programa Bolsa Floresta (PBF) é um dos principais projetos da Fundação Amazonas Sustentável (FAZ) – instituição público-privada sem fins lucrativos criada em 2007 – e é pioneiro no pagamento de serviços ambientais para as populações que vivem em áreas florestais da Amazônia e que se comprometem com a redução do desmatamento. Foi instituído pelo Governo do Amazonas para valorizar e compensar economicamente os esforços de conservação ambiental das famílias moradoras de Unidades de Conservação do Estado. O programa está direcionado para o desenvolvimento da cadeia produtiva dos serviços e produtos ambientais de base florestal.
Uma das principais evoluções do PBF foi o desdobramento do Plano de Investimento Comunitário (PIC) em Bolsa Floresta Renda e Bolsa Floresta Social. Essa mudança ocorreu em função da necessidade de dar mais clareza aos objetivos dos componentes social e renda e, adicionalmente, reforçar o conceito de não se configurar num programa assistencialista, mas em uma ação coerente com os princípios de sustentabilidade, de acordo com a disponibilidade financeira da FAS.
A evolução do Programa Bolsa Floresta em quatro modalidades resultou num sistema mais completo de concessão dos benefícios, estruturado de modo a propiciar com mais clareza o associativismo, a renda, a produção sustentável e os benefícios sociais básicos.
Todos os beneficiados do PBF participam de uma oficina de formação sobre mudanças climáticas e sustentabilidade. Ao final desta oficina assinam, voluntariamente, um termo de compromisso de desmatamento zero.
Até outubro de 2009, o programa já envolvia mais de 6,8 mil famílias em mais de 10 milhões de hectares de Unidades de Conservação (UCs), uma área maior do que Portugal.
Mais informações > http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=8567&pai=8&sid=10&sub=nil
Fonte: CONFEA
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