
Um vazamento de petróleo no oleoduto russo Sibéria-Pacífico está preocupando organizações ambientais pelo risco que representa para os tigres de Amur, uma espécie em vias de extinção.
Existem apenas 450 destes animais na região atingida pelo derramamento (Reprodução/DN Globo)
A primeira seção do oleoduto entrou em funcionamento a 28 de dezembro, ligando Taichet, na Sibéria oriental, a Skovorodino, na região de Amur, o extremo-oriente russo. A fuga ocorreu esta semana num ponto a 30 quilômetros da cidade de Lensk, na Sibéria oriental, ocupando a mancha um “espaço de dois quilômetros de comprimento por dez metros de largura”, revelou um porta-voz da empresa dos oleodutos russos, a Transneft.
O porta-voz indicou que a causa estaria sendo investigada, não excluindo a “hipótese de erro humano”. As conclusões da investigação devem ser conhecidas dentro de um mês.
O Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês) divulgou um comunicado denunciando “erros” na “segurança ecológica” do projeto e pedindo o apuramento de responsabilidades.
Uma segunda seção deve estar terminada este ano, ligando Skovorodino à baía de Kozmino, onde será criado um terminal para petroleiros.
Toda esta região, genericamente conhecida como o extremo-oriente russo, é o habitat natural desta espécie de tigres. Actualmente, existem 450 destes tigres, que são o maior felino no mundo, na região e apenas mais 20 a 25 na China.
Fonte: DN Globo |